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from the April 2016 issue

De "Um país"

Você ondula, coberto de iodo e sol, margeando
a gota gelada de um universo:             
                        profundo, público, oceânico,
o estado mental de um país: tanque de prazer,
de perdão coletivo, cintilando em tons diferentes
de sépia, porque sépia é a cor da areia fina, e areia
é a cor aqui, e azul-mar.           A noite
no alto da pedra, tentando pronunciar seu nome:
quente, salgado na boca. Como explicar o calor
que exala de uma língua, a latinidade
que se irradia nas passagens?
                     Nas encostas dos morros, a floresta
absorve luz em galhos pesados, depositando
resíduos no fundo da mata—purifica,transforma,
dissolve, respira para o mundo,
enquanto a nuvem permanece entre os prédios,
recostada como um sonho maciço:
                        encharcado em nuvem,
você sorve as beiradas, os fluidos decantados
que entram nas suas artérias
            para construir ninhos no corpo—           
            fábula trancada
na mais massiva das cidades. 

 

From Um país (Confraria do vento). © 2015 by Flávia Rocha. By arrangement with the author.

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